Redata volta à pauta do Senado: o que a votação de hoje pode significar para MLAS3, ZTE, Multi PRO e o mercado de data centers

Por
JOAO PAULO RIBEIRO CLARA
"Fundador e Diretor Editorial do portal Plotos.com e do respectivo canal de análises. Profissional certificado CEA® (Certificação ANBIMA de Especialistas em Investimento) , possui pós-graduação em...
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O Redata voltou ao centro das atenções do Senado nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026. A proposta busca reduzir a carga tributária sobre investimentos em data centers no Brasil. Para o investidor de MLAS3, porém, a questão vai muito além do benefício fiscal: a eventual aprovação pode acelerar uma cadeia que envolve inteligência artificial, servidores, infraestrutura óptica, telecomunicações e a parceria entre ZTE e Multi PRO, do Grupo Multi.

O mercado brasileiro de tecnologia acompanha nesta terça-feira uma votação que pode ter efeitos importantes sobre a infraestrutura digital do país.

O PL 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o chamado Redata, voltou à pauta do Senado durante o esforço concentrado do Congresso.

A proposta pretende criar incentivos tributários para empresas que instalem ou ampliem data centers no Brasil, reduzindo custos relacionados à aquisição de equipamentos e criando condições para atrair novos investimentos.

Mas existe uma pergunta que interessa particularmente aos investidores da Bolsa:

O que uma política de incentivo a data centers tem a ver com MLAS3, ação do Grupo Multi?

A resposta passa por uma cadeia que vem ganhando importância dentro da companhia:

Redata → data centers → inteligência artificial → servidores → ZTE → Multi PRO → infraestrutura óptica → Grupo Multi.

E essa conexão pode ser mais importante do que parece.


Redata volta ao Senado depois de meses de incerteza

O Redata não é uma discussão nova.

Uma medida provisória havia criado anteriormente um regime de incentivos para o setor, mas perdeu validade em fevereiro de 2026 sem que o Congresso concluísse sua votação.

Com isso, a discussão passou a depender do projeto de lei que tramita no Congresso.

O PL 278/2026 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em fevereiro e prevê a criação de um regime especial para empresas que instalem ou ampliem data centers no Brasil. O projeto chegou ao Senado e passou a integrar as discussões prioritárias do esforço concentrado.

O objetivo é reduzir parte dos custos tributários associados aos investimentos em infraestrutura digital.

O texto prevê benefícios relacionados a tributos como:

  • Imposto de Importação;
  • PIS/Cofins;
  • PIS/Cofins-Importação;
  • IPI.

A proposta também estabelece contrapartidas relacionadas ao investimento, à inovação, ao uso de energia e à capacidade destinada ao mercado brasileiro.

Isso é importante porque o Brasil disputa investimentos internacionais com outros mercados que também querem atrair grandes estruturas de computação.

E, atualmente, a competição ficou ainda mais intensa por causa da inteligência artificial.


Por que o Brasil quer mais data centers?

Data centers são a infraestrutura física que sustenta boa parte da economia digital.

Quando uma pessoa utiliza inteligência artificial, assiste a um vídeo por streaming, acessa um serviço de nuvem, utiliza um aplicativo bancário ou armazena informações remotamente, existe uma enorme infraestrutura computacional funcionando nos bastidores.

Essa infraestrutura precisa de:

  • servidores;
  • armazenamento;
  • processadores;
  • GPUs;
  • redes;
  • fibra óptica;
  • switches;
  • sistemas de refrigeração;
  • energia;
  • UPS;
  • segurança;
  • conectividade de alta capacidade.

E a inteligência artificial está aumentando rapidamente a quantidade de capacidade computacional necessária.

É por isso que data centers passaram a ser tratados como infraestrutura estratégica.

Um estudo da FGV divulgado em 2026 estimou que um data center de 100 MW voltado à inteligência artificial pode exigir aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos, considerando infraestrutura e equipamentos computacionais.

O mesmo estudo apontou que um único data center de 100 MW poderia adicionar aproximadamente R$ 1,5 bilhão ao PIB brasileiro e gerar cerca de R$ 590 milhões em renda do trabalho, considerando os efeitos diretos e indiretos.

Ou seja: um data center não movimenta apenas empresas de tecnologia.

Ele movimenta construção, energia, engenharia, telecomunicações, equipamentos, serviços e toda uma cadeia de fornecedores.


O problema: construir data centers no Brasil ainda é caro

É justamente nesse ponto que entra o Redata.

Segundo estudo da FGV citado nas discussões sobre competitividade do setor, um data center de 100 MW, com investimento de US$ 5 bilhões, teria um custo aproximadamente 26,7% maior no Brasil do que a referência americana.

Com os efeitos estimados do Redata, essa diferença poderia cair para aproximadamente 17,7%.

Isso significa que o Redata não transforma o Brasil automaticamente no país mais barato para construir data centers.

Mas pode diminuir uma parte relevante da desvantagem.

E isso pode fazer diferença na decisão de grandes empresas sobre onde investir bilhões de reais.


Mas o que isso tem a ver com MLAS3?

Agora chegamos ao ponto central desta matéria.

O Grupo Multi, negociado na B3 através de MLAS3, possui uma operação corporativa chamada Multi PRO.

E a Multi PRO não está apenas no mercado tradicional de eletrônicos.

A empresa atua em telecomunicações e infraestrutura tecnológica e mantém uma parceria com a gigante chinesa ZTE.

Mais importante: a Multi PRO já fabrica servidores da ZTE no Brasil.

A fabricação ocorre na unidade industrial de Extrema, em Minas Gerais.

A produção local de servidores ZTE foi anunciada em 2025 e representou uma ampliação da estratégia de nacionalização da tecnologia da companhia no Brasil.

Isso muda bastante a análise.

Porque o Redata pode aumentar a atratividade de investimentos em data centers.

E data centers precisam de servidores.

E a Multi PRO já está inserida nessa cadeia.


ZTE e Multi PRO: de telecomunicações para computação

A parceria entre ZTE e Multi PRO não começou com o Redata.

Ela possui histórico anterior no mercado de telecomunicações e infraestrutura.

Mas o relacionamento vem evoluindo.

A ZTE está ampliando sua atuação de uma posição tradicionalmente associada à conectividade para uma estratégia que combina connectivity + computing.

Em outras palavras: conectar pessoas e empresas continua sendo importante, mas agora é preciso também fornecer a capacidade computacional necessária para processar os dados.

Esse movimento é especialmente relevante na era da inteligência artificial.

A ZTE vem posicionando seus servidores para aplicações de computação de alto desempenho, inteligência artificial e infraestrutura de data centers.

E a produção local, por meio da Multi PRO permite que parte dessa estratégia seja executada dentro do Brasil.


Multi PRO já fabrica servidores ZTE em Extrema

Em 2025, o Grupo Multi iniciou a fabricação de servidores da ZTE em Extrema, por meio da Multi PRO.

A iniciativa busca aumentar a nacionalização da tecnologia, melhorar logística e aproximar a produção das necessidades do mercado brasileiro.

Esse ponto merece atenção porque o Brasil está tentando, ao mesmo tempo, atrair data centers e desenvolver uma cadeia local de tecnologia.

É justamente nessa interseção que a Multi PRO pode encontrar uma oportunidade.

Não significa que a empresa será responsável pela construção dos data centers.

Significa que ela pode participar de uma parte da infraestrutura necessária para equipá-los.


E não estamos falando apenas de servidores

Um dos aspectos mais interessantes da parceria ZTE-Multi PRO é que a exposição não está limitada aos servidores.

A estratégia também envolve infraestrutura óptica e soluções para provedores de internet.

Entre as tecnologias relacionadas ao ecossistema estão soluções de:

  • servidores;
  • redes;
  • fibra óptica;
  • DWDM;
  • conectividade;
  • infraestrutura para ISPs;
  • edge computing.

Em agosto de 2026, informações sobre a parceria destacaram justamente o reforço da produção local de infraestrutura óptica e servidores para ISPs.

Isso cria uma cadeia muito mais ampla.


O que é DWDM e por que isso importa?

DWDM é uma tecnologia utilizada para aumentar enormemente a capacidade de transmissão de dados em fibras ópticas.

Em termos simples: quanto mais dados precisam trafegar, maior é a necessidade de capacidade nas redes.

E data centers geram e recebem enormes quantidades de dados.

Quanto maior a utilização de inteligência artificial, cloud computing e serviços digitais, maior tende a ser a necessidade de transmissão de dados.

Portanto, a tese não é apenas: mais data centers = mais servidores.

Também pode ser: mais data centers = mais conectividade = mais fibra = mais equipamentos ópticos.

E isso amplia o potencial de atuação da Multi PRO.


Inteligência artificial pode ser o grande motor dessa cadeia

A inteligência artificial está mudando a economia dos data centers.

Aplicações tradicionais já exigiam servidores e armazenamento.

Mas workloads de IA podem exigir enormes quantidades de processamento simultâneo.

Isso aumenta a demanda por:

  • GPUs;
  • CPUs;
  • servidores de alta densidade;
  • memória;
  • storage;
  • redes de alta velocidade;
  • refrigeração;
  • energia.

A ZTE vem desenvolvendo servidores preparados para aplicações de IA, incluindo arquiteturas que podem incorporar GPUs e soluções avançadas de refrigeração.

Isso é importante para a tese da Multi PRO porque coloca a empresa em uma cadeia tecnológica que pode crescer muito nos próximos anos.


O segmento corporativo do Grupo Multi já está crescendo

Existe ainda outro dado que ajuda a entender por que essa história merece atenção.

No segundo trimestre de 2026, a receita líquida do Grupo Multi alcançou R$ 959,8 milhões.

Mas o destaque foi o segmento corporativo.

A receita dessa divisão chegou a aproximadamente R$ 607,5 milhões, crescimento de 29,4% na comparação anual.

Isso representa aproximadamente 63% da receita consolidada do trimestre.

Enquanto isso, algumas categorias de consumo apresentaram retração.

Essa mudança é relevante porque mostra que o Grupo Multi vem aumentando a importância do mercado B2B dentro de sua estrutura.

E é justamente no B2B que estão:

  • telecomunicações;
  • ISPs;
  • servidores;
  • infraestrutura;
  • soluções corporativas;
  • tecnologia.

Portanto, a tese dos data centers chega em uma empresa que já está apresentando crescimento significativo na operação corporativa.


Por que a produção local pode ser uma vantagem?

Se o mercado brasileiro de data centers realmente acelerar, a capacidade de produzir localmente pode se tornar uma vantagem competitiva.

Entre os potenciais benefícios estão:

Logística

O equipamento pode ser produzido e entregue dentro do país.

Prazo

A produção local pode reduzir dependência de longos ciclos de importação.

Customização

Equipamentos podem ser adaptados às necessidades específicas dos clientes brasileiros.

Suporte

A proximidade da operação industrial pode facilitar suporte técnico e pós-venda.

Integração

A fabricante local pode trabalhar mais próxima de integradores e operadores brasileiros.

A própria Multi PRO destaca em seu posicionamento a fabricação de servidores ZTE em Extrema e sua atuação em soluções de telecomunicações.


O Brasil pode entrar em uma corrida por data centers

Os números ajudam a explicar por que o assunto ganhou tanta importância.

Além do investimento potencial de bilhões de reais por projeto, o Brasil possui vantagens relevantes:

  • grande mercado consumidor;
  • disponibilidade territorial;
  • matriz elétrica relativamente renovável;
  • expansão de infraestrutura digital;
  • crescimento de cloud computing;
  • expansão da inteligência artificial.

Mas também enfrenta obstáculos.

Entre eles:

  • custo de energia;
  • conexão à rede elétrica;
  • tributação;
  • infraestrutura;
  • disponibilidade de terrenos;
  • licenciamento;
  • mão de obra especializada.

A própria discussão sobre o Redata mostra que a desoneração federal não resolve todos esses problemas.

O ICMS, por exemplo, continua sendo uma variável importante para a competitividade do setor. Estudos citados recentemente apontam que a redução da diferença de custo frente aos Estados Unidos dependeria também de avanços em questões estaduais.


O Redata pode criar um efeito multiplicador

É aqui que a tese começa a ficar mais interessante para investidores.

Imagine que o Brasil consiga atrair um novo ciclo de investimentos em data centers.

O dinheiro não vai apenas para os proprietários dos data centers.

Ele precisa financiar:

Construção > energia > refrigeração > servidores > storage > networking > fibra > DWDM > segurança > manutenção > serviços tecnológicos.

Quanto maior o investimento, maior tende a ser a quantidade de fornecedores necessários.

E uma empresa que já possui uma relação industrial com uma gigante como a ZTE pode estar melhor posicionada para disputar parte desse mercado do que uma empresa que ainda precisaria construir toda essa estrutura.


A tese mais interessante: Multi PRO como ponte entre telecom e computing

Talvez essa seja a principal mudança estratégica que o investidor deveria observar.

A Multi PRO pode ser vista como uma ponte entre dois mercados.

De um lado: telecomunicações e conectividade.

Do outro: computação e data centers.

De um lado: fibra, redes e DWDM.

Do outro: servidores e IA.

Essa convergência é importante porque a economia digital está deixando de ser apenas uma questão de conectividade.

Agora é necessário: conectar + transmitir + armazenar + processar.

E é justamente essa combinação que a estratégia da ZTE procura explorar.


Quatro cenários para MLAS3

Cenário conservador

O Redata é aprovado, mas a execução dos projetos de data centers é lenta.

A Multi PRO continua vendendo servidores e infraestrutura, mas sem uma aceleração significativa.

Impacto em MLAS3: positivo, porém pequeno.

Cenário-base

O Redata reduz parte dos custos, novos projetos começam a avançar e a ZTE conquista participação no mercado brasileiro.

A Multi PRO aumenta a produção de servidores e amplia a venda de infraestrutura de telecomunicações.

Impacto em MLAS3: relevante para o crescimento do segmento corporativo.

Cenário otimista

O Brasil entra em um ciclo acelerado de investimentos em data centers impulsionado por IA.

A ZTE conquista novos contratos e a Multi PRO aumenta significativamente a produção local.

Além dos servidores, a companhia participa da expansão de redes, DWDM e edge computing.

Impacto em MLAS3: potencialmente material.

Cenário bull

Redata + IA + expansão de data centers + produção local + ZTE + Multi PRO transformam a operação corporativa em uma das principais avenidas de crescimento do Grupo Multi.

Nesse cenário, a percepção do mercado sobre a companhia poderia mudar.

A empresa poderia deixar de ser analisada apenas pelo mercado de eletrônicos de consumo e passar a receber maior atenção como uma companhia com exposição à infraestrutura tecnológica.

Mas esse cenário ainda é uma hipótese e precisará ser comprovado pelos números.


O que o investidor de MLAS3 deve acompanhar agora?

A votação do Redata é apenas o primeiro passo.

Se o projeto avançar, os próximos eventos serão ainda mais importantes.

1. Aprovação do Redata

É o primeiro catalisador.

2. Sanção presidencial

A aprovação pelo Senado não significa automaticamente que o regime já esteja operacional.

3. Regulamentação

Será fundamental entender como o programa será implementado.

4. Novos data centers

Quanto maior o número de projetos efetivamente anunciados, maior a oportunidade para fornecedores.

5. Novos contratos da ZTE

Esse talvez seja um dos indicadores mais importantes para acompanhar.

6. Multi PRO

A companhia precisa mostrar crescimento de receita, produção e clientes.

7. Servidores

Novos modelos e aumento da capacidade produtiva podem ser sinais importantes.

8. DWDM e infraestrutura óptica

Essa pode ser uma segunda avenida de crescimento além dos servidores.

9. Resultado financeiro

No final, a tese precisa aparecer em:

receita → margem → EBITDA → lucro → caixa.


Redata é bom para MLAS3?

A resposta curta é: potencialmente sim.

E alguns dos elos dessa cadeia já são fatos concretos: a Multi PRO fabrica servidores ZTE em Extrema e mantém atuação em infraestrutura de telecomunicações e tecnologia.

O que ainda precisa ser comprovado é o tamanho desse negócio dentro da companhia.


A grande pergunta não é se o Redata é bom para MLAS3

A pergunta realmente importante é: quanto da nova onda de investimentos em infraestrutura digital o Grupo Multi conseguirá capturar?

Essa resposta dependerá de três fatores.

Primeiro: o Redata precisa sair do papel.

Segundo: os investimentos em data centers precisam realmente acontecer.

Terceiro: a ZTE e a Multi PRO precisam conquistar uma parcela relevante desses projetos.

Se os três acontecerem simultaneamente, a tese fica muito mais forte.

E existe um elemento adicional: o segmento corporativo do Grupo Multi já vem crescendo.

No segundo trimestre de 2026, essa divisão avançou 29,4% em receita na comparação anual, enquanto a receita consolidada cresceu 3,2%.

Portanto, o mercado já tem uma evidência de que o corporativo está ganhando peso dentro da companhia.

O Redata pode ser mais um catalisador para esse movimento.


Conclusão

A volta do Redata à pauta do Senado coloca novamente os data centers no centro da agenda de infraestrutura tecnológica brasileira.

Para o governo, a discussão envolve competitividade, investimentos, energia, inovação e soberania digital.

Para o setor de tecnologia, pode significar uma nova onda de investimentos.

E para quem acompanha MLAS3, existe uma conexão que merece atenção.

O Grupo Multi, através da Multi PRO, já possui uma parceria industrial com a ZTE e já fabrica servidores da companhia no Brasil.

Ao mesmo tempo, a ZTE está ampliando sua atuação de conectividade para computação, enquanto a demanda por servidores, redes, armazenamento e infraestrutura cresce com a expansão da inteligência artificial.

Isso coloca a Multi PRO em uma posição interessante:

Entre telecomunicações e computação.

Entre conectividade e processamento.

Entre servidores e infraestrutura óptica.

Entre a tecnologia global da ZTE e a produção local brasileira.

O Redata, se aprovado e efetivamente implementado, pode ajudar a reduzir o custo de implantação de data centers e estimular novos investimentos.

Mas o verdadeiro teste para MLAS3 virá depois.

Será preciso observar se essa onda de investimentos realmente se transforma em: novos contratos → maior produção → maior receita → maior EBITDA → maior geração de caixa.

É aí que a história deixa de ser uma narrativa sobre tecnologia e passa a ser uma tese financeira.

Por enquanto, a conclusão mais equilibrada é: Redata é um potencial catalisador positivo para MLAS3, especialmente para a tese envolvendo Multi PRO, ZTE, servidores, infraestrutura óptica, ISPs e data centers.

Mas o tamanho desse impacto ainda precisa ser comprovado pelos resultados da companhia.

E talvez essa seja justamente a parte mais interessante dessa história.

Enquanto o mercado olha para a votação do Redata como uma notícia sobre data centers, o investidor de MLAS3 deveria olhar um pouco mais longe:quem vai fornecer toda a infraestrutura necessária para construir a próxima geração de data centers do Brasil?

E é nessa pergunta que ZTE e Multi PRO entram no radar.

Ri Multilaser: https://ri.multilaser.com.br/pt

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"Fundador e Diretor Editorial do portal Plotos.com e do respectivo canal de análises. Profissional certificado CEA® (Certificação ANBIMA de Especialistas em Investimento) , possui pós-graduação em Ciência de Dados aplicada ao Mercado Financeiro, somando mais de 15 anos de sólida trajetória no setor de capitais. Especialista na intersecção entre modelos quantitativos e análise fundamentalista, dedica-se a traduzir a complexidade dos dados em inteligência estratégica para investidores. Sua atuação é pautada pelo rigor técnico e pela transparência, fornecendo uma visão profunda sobre a dinâmica dos ativos listados na B3 e as tendências do cenário macroeconômico global."
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