O Redata voltou ao centro das atenções do Senado nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026. A proposta busca reduzir a carga tributária sobre investimentos em data centers no Brasil. Para o investidor de MLAS3, porém, a questão vai muito além do benefício fiscal: a eventual aprovação pode acelerar uma cadeia que envolve inteligência artificial, servidores, infraestrutura óptica, telecomunicações e a parceria entre ZTE e Multi PRO, do Grupo Multi.
O mercado brasileiro de tecnologia acompanha nesta terça-feira uma votação que pode ter efeitos importantes sobre a infraestrutura digital do país.
O PL 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o chamado Redata, voltou à pauta do Senado durante o esforço concentrado do Congresso.
A proposta pretende criar incentivos tributários para empresas que instalem ou ampliem data centers no Brasil, reduzindo custos relacionados à aquisição de equipamentos e criando condições para atrair novos investimentos.
Mas existe uma pergunta que interessa particularmente aos investidores da Bolsa:
O que uma política de incentivo a data centers tem a ver com MLAS3, ação do Grupo Multi?
A resposta passa por uma cadeia que vem ganhando importância dentro da companhia:
Redata → data centers → inteligência artificial → servidores → ZTE → Multi PRO → infraestrutura óptica → Grupo Multi.
E essa conexão pode ser mais importante do que parece.
Redata volta ao Senado depois de meses de incerteza
O Redata não é uma discussão nova.
Uma medida provisória havia criado anteriormente um regime de incentivos para o setor, mas perdeu validade em fevereiro de 2026 sem que o Congresso concluísse sua votação.
Com isso, a discussão passou a depender do projeto de lei que tramita no Congresso.
O PL 278/2026 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em fevereiro e prevê a criação de um regime especial para empresas que instalem ou ampliem data centers no Brasil. O projeto chegou ao Senado e passou a integrar as discussões prioritárias do esforço concentrado.
O objetivo é reduzir parte dos custos tributários associados aos investimentos em infraestrutura digital.
O texto prevê benefícios relacionados a tributos como:
- Imposto de Importação;
- PIS/Cofins;
- PIS/Cofins-Importação;
- IPI.
A proposta também estabelece contrapartidas relacionadas ao investimento, à inovação, ao uso de energia e à capacidade destinada ao mercado brasileiro.
Isso é importante porque o Brasil disputa investimentos internacionais com outros mercados que também querem atrair grandes estruturas de computação.
E, atualmente, a competição ficou ainda mais intensa por causa da inteligência artificial.
Por que o Brasil quer mais data centers?
Data centers são a infraestrutura física que sustenta boa parte da economia digital.
Quando uma pessoa utiliza inteligência artificial, assiste a um vídeo por streaming, acessa um serviço de nuvem, utiliza um aplicativo bancário ou armazena informações remotamente, existe uma enorme infraestrutura computacional funcionando nos bastidores.
Essa infraestrutura precisa de:
- servidores;
- armazenamento;
- processadores;
- GPUs;
- redes;
- fibra óptica;
- switches;
- sistemas de refrigeração;
- energia;
- UPS;
- segurança;
- conectividade de alta capacidade.
E a inteligência artificial está aumentando rapidamente a quantidade de capacidade computacional necessária.
É por isso que data centers passaram a ser tratados como infraestrutura estratégica.
Um estudo da FGV divulgado em 2026 estimou que um data center de 100 MW voltado à inteligência artificial pode exigir aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos, considerando infraestrutura e equipamentos computacionais.
O mesmo estudo apontou que um único data center de 100 MW poderia adicionar aproximadamente R$ 1,5 bilhão ao PIB brasileiro e gerar cerca de R$ 590 milhões em renda do trabalho, considerando os efeitos diretos e indiretos.
Ou seja: um data center não movimenta apenas empresas de tecnologia.
Ele movimenta construção, energia, engenharia, telecomunicações, equipamentos, serviços e toda uma cadeia de fornecedores.
O problema: construir data centers no Brasil ainda é caro
É justamente nesse ponto que entra o Redata.
Segundo estudo da FGV citado nas discussões sobre competitividade do setor, um data center de 100 MW, com investimento de US$ 5 bilhões, teria um custo aproximadamente 26,7% maior no Brasil do que a referência americana.
Com os efeitos estimados do Redata, essa diferença poderia cair para aproximadamente 17,7%.
Isso significa que o Redata não transforma o Brasil automaticamente no país mais barato para construir data centers.
Mas pode diminuir uma parte relevante da desvantagem.
E isso pode fazer diferença na decisão de grandes empresas sobre onde investir bilhões de reais.
Mas o que isso tem a ver com MLAS3?
Agora chegamos ao ponto central desta matéria.
O Grupo Multi, negociado na B3 através de MLAS3, possui uma operação corporativa chamada Multi PRO.
E a Multi PRO não está apenas no mercado tradicional de eletrônicos.
A empresa atua em telecomunicações e infraestrutura tecnológica e mantém uma parceria com a gigante chinesa ZTE.
Mais importante: a Multi PRO já fabrica servidores da ZTE no Brasil.
A fabricação ocorre na unidade industrial de Extrema, em Minas Gerais.
A produção local de servidores ZTE foi anunciada em 2025 e representou uma ampliação da estratégia de nacionalização da tecnologia da companhia no Brasil.
Isso muda bastante a análise.
Porque o Redata pode aumentar a atratividade de investimentos em data centers.
E data centers precisam de servidores.
E a Multi PRO já está inserida nessa cadeia.
ZTE e Multi PRO: de telecomunicações para computação
A parceria entre ZTE e Multi PRO não começou com o Redata.
Ela possui histórico anterior no mercado de telecomunicações e infraestrutura.
Mas o relacionamento vem evoluindo.
A ZTE está ampliando sua atuação de uma posição tradicionalmente associada à conectividade para uma estratégia que combina connectivity + computing.
Em outras palavras: conectar pessoas e empresas continua sendo importante, mas agora é preciso também fornecer a capacidade computacional necessária para processar os dados.
Esse movimento é especialmente relevante na era da inteligência artificial.
A ZTE vem posicionando seus servidores para aplicações de computação de alto desempenho, inteligência artificial e infraestrutura de data centers.
E a produção local, por meio da Multi PRO permite que parte dessa estratégia seja executada dentro do Brasil.
Multi PRO já fabrica servidores ZTE em Extrema
Em 2025, o Grupo Multi iniciou a fabricação de servidores da ZTE em Extrema, por meio da Multi PRO.
A iniciativa busca aumentar a nacionalização da tecnologia, melhorar logística e aproximar a produção das necessidades do mercado brasileiro.
Esse ponto merece atenção porque o Brasil está tentando, ao mesmo tempo, atrair data centers e desenvolver uma cadeia local de tecnologia.
É justamente nessa interseção que a Multi PRO pode encontrar uma oportunidade.
Não significa que a empresa será responsável pela construção dos data centers.
Significa que ela pode participar de uma parte da infraestrutura necessária para equipá-los.
E não estamos falando apenas de servidores
Um dos aspectos mais interessantes da parceria ZTE-Multi PRO é que a exposição não está limitada aos servidores.
A estratégia também envolve infraestrutura óptica e soluções para provedores de internet.
Entre as tecnologias relacionadas ao ecossistema estão soluções de:
- servidores;
- redes;
- fibra óptica;
- DWDM;
- conectividade;
- infraestrutura para ISPs;
- edge computing.
Em agosto de 2026, informações sobre a parceria destacaram justamente o reforço da produção local de infraestrutura óptica e servidores para ISPs.
Isso cria uma cadeia muito mais ampla.
O que é DWDM e por que isso importa?
DWDM é uma tecnologia utilizada para aumentar enormemente a capacidade de transmissão de dados em fibras ópticas.
Em termos simples: quanto mais dados precisam trafegar, maior é a necessidade de capacidade nas redes.
E data centers geram e recebem enormes quantidades de dados.
Quanto maior a utilização de inteligência artificial, cloud computing e serviços digitais, maior tende a ser a necessidade de transmissão de dados.
Portanto, a tese não é apenas: mais data centers = mais servidores.
Também pode ser: mais data centers = mais conectividade = mais fibra = mais equipamentos ópticos.
E isso amplia o potencial de atuação da Multi PRO.
Inteligência artificial pode ser o grande motor dessa cadeia
A inteligência artificial está mudando a economia dos data centers.
Aplicações tradicionais já exigiam servidores e armazenamento.
Mas workloads de IA podem exigir enormes quantidades de processamento simultâneo.
Isso aumenta a demanda por:
- GPUs;
- CPUs;
- servidores de alta densidade;
- memória;
- storage;
- redes de alta velocidade;
- refrigeração;
- energia.
A ZTE vem desenvolvendo servidores preparados para aplicações de IA, incluindo arquiteturas que podem incorporar GPUs e soluções avançadas de refrigeração.
Isso é importante para a tese da Multi PRO porque coloca a empresa em uma cadeia tecnológica que pode crescer muito nos próximos anos.
O segmento corporativo do Grupo Multi já está crescendo
Existe ainda outro dado que ajuda a entender por que essa história merece atenção.
No segundo trimestre de 2026, a receita líquida do Grupo Multi alcançou R$ 959,8 milhões.
Mas o destaque foi o segmento corporativo.
A receita dessa divisão chegou a aproximadamente R$ 607,5 milhões, crescimento de 29,4% na comparação anual.
Isso representa aproximadamente 63% da receita consolidada do trimestre.
Enquanto isso, algumas categorias de consumo apresentaram retração.
Essa mudança é relevante porque mostra que o Grupo Multi vem aumentando a importância do mercado B2B dentro de sua estrutura.
E é justamente no B2B que estão:
- telecomunicações;
- ISPs;
- servidores;
- infraestrutura;
- soluções corporativas;
- tecnologia.
Portanto, a tese dos data centers chega em uma empresa que já está apresentando crescimento significativo na operação corporativa.
Por que a produção local pode ser uma vantagem?
Se o mercado brasileiro de data centers realmente acelerar, a capacidade de produzir localmente pode se tornar uma vantagem competitiva.
Entre os potenciais benefícios estão:
Logística
O equipamento pode ser produzido e entregue dentro do país.
Prazo
A produção local pode reduzir dependência de longos ciclos de importação.
Customização
Equipamentos podem ser adaptados às necessidades específicas dos clientes brasileiros.
Suporte
A proximidade da operação industrial pode facilitar suporte técnico e pós-venda.
Integração
A fabricante local pode trabalhar mais próxima de integradores e operadores brasileiros.
A própria Multi PRO destaca em seu posicionamento a fabricação de servidores ZTE em Extrema e sua atuação em soluções de telecomunicações.
O Brasil pode entrar em uma corrida por data centers
Os números ajudam a explicar por que o assunto ganhou tanta importância.
Além do investimento potencial de bilhões de reais por projeto, o Brasil possui vantagens relevantes:
- grande mercado consumidor;
- disponibilidade territorial;
- matriz elétrica relativamente renovável;
- expansão de infraestrutura digital;
- crescimento de cloud computing;
- expansão da inteligência artificial.
Mas também enfrenta obstáculos.
Entre eles:
- custo de energia;
- conexão à rede elétrica;
- tributação;
- infraestrutura;
- disponibilidade de terrenos;
- licenciamento;
- mão de obra especializada.
A própria discussão sobre o Redata mostra que a desoneração federal não resolve todos esses problemas.
O ICMS, por exemplo, continua sendo uma variável importante para a competitividade do setor. Estudos citados recentemente apontam que a redução da diferença de custo frente aos Estados Unidos dependeria também de avanços em questões estaduais.
O Redata pode criar um efeito multiplicador
É aqui que a tese começa a ficar mais interessante para investidores.
Imagine que o Brasil consiga atrair um novo ciclo de investimentos em data centers.
O dinheiro não vai apenas para os proprietários dos data centers.
Ele precisa financiar:
Construção > energia > refrigeração > servidores > storage > networking > fibra > DWDM > segurança > manutenção > serviços tecnológicos.
Quanto maior o investimento, maior tende a ser a quantidade de fornecedores necessários.
E uma empresa que já possui uma relação industrial com uma gigante como a ZTE pode estar melhor posicionada para disputar parte desse mercado do que uma empresa que ainda precisaria construir toda essa estrutura.
A tese mais interessante: Multi PRO como ponte entre telecom e computing
Talvez essa seja a principal mudança estratégica que o investidor deveria observar.
A Multi PRO pode ser vista como uma ponte entre dois mercados.
De um lado: telecomunicações e conectividade.
Do outro: computação e data centers.
De um lado: fibra, redes e DWDM.
Do outro: servidores e IA.
Essa convergência é importante porque a economia digital está deixando de ser apenas uma questão de conectividade.
Agora é necessário: conectar + transmitir + armazenar + processar.
E é justamente essa combinação que a estratégia da ZTE procura explorar.
Quatro cenários para MLAS3
Cenário conservador
O Redata é aprovado, mas a execução dos projetos de data centers é lenta.
A Multi PRO continua vendendo servidores e infraestrutura, mas sem uma aceleração significativa.
Impacto em MLAS3: positivo, porém pequeno.
Cenário-base
O Redata reduz parte dos custos, novos projetos começam a avançar e a ZTE conquista participação no mercado brasileiro.
A Multi PRO aumenta a produção de servidores e amplia a venda de infraestrutura de telecomunicações.
Impacto em MLAS3: relevante para o crescimento do segmento corporativo.
Cenário otimista
O Brasil entra em um ciclo acelerado de investimentos em data centers impulsionado por IA.
A ZTE conquista novos contratos e a Multi PRO aumenta significativamente a produção local.
Além dos servidores, a companhia participa da expansão de redes, DWDM e edge computing.
Impacto em MLAS3: potencialmente material.
Cenário bull
Redata + IA + expansão de data centers + produção local + ZTE + Multi PRO transformam a operação corporativa em uma das principais avenidas de crescimento do Grupo Multi.
Nesse cenário, a percepção do mercado sobre a companhia poderia mudar.
A empresa poderia deixar de ser analisada apenas pelo mercado de eletrônicos de consumo e passar a receber maior atenção como uma companhia com exposição à infraestrutura tecnológica.
Mas esse cenário ainda é uma hipótese e precisará ser comprovado pelos números.
O que o investidor de MLAS3 deve acompanhar agora?
A votação do Redata é apenas o primeiro passo.
Se o projeto avançar, os próximos eventos serão ainda mais importantes.
1. Aprovação do Redata
É o primeiro catalisador.
2. Sanção presidencial
A aprovação pelo Senado não significa automaticamente que o regime já esteja operacional.
3. Regulamentação
Será fundamental entender como o programa será implementado.
4. Novos data centers
Quanto maior o número de projetos efetivamente anunciados, maior a oportunidade para fornecedores.
5. Novos contratos da ZTE
Esse talvez seja um dos indicadores mais importantes para acompanhar.
6. Multi PRO
A companhia precisa mostrar crescimento de receita, produção e clientes.
7. Servidores
Novos modelos e aumento da capacidade produtiva podem ser sinais importantes.
8. DWDM e infraestrutura óptica
Essa pode ser uma segunda avenida de crescimento além dos servidores.
9. Resultado financeiro
No final, a tese precisa aparecer em:
receita → margem → EBITDA → lucro → caixa.
Redata é bom para MLAS3?
A resposta curta é: potencialmente sim.
E alguns dos elos dessa cadeia já são fatos concretos: a Multi PRO fabrica servidores ZTE em Extrema e mantém atuação em infraestrutura de telecomunicações e tecnologia.
O que ainda precisa ser comprovado é o tamanho desse negócio dentro da companhia.
A grande pergunta não é se o Redata é bom para MLAS3
A pergunta realmente importante é: quanto da nova onda de investimentos em infraestrutura digital o Grupo Multi conseguirá capturar?
Essa resposta dependerá de três fatores.
Primeiro: o Redata precisa sair do papel.
Segundo: os investimentos em data centers precisam realmente acontecer.
Terceiro: a ZTE e a Multi PRO precisam conquistar uma parcela relevante desses projetos.
Se os três acontecerem simultaneamente, a tese fica muito mais forte.
E existe um elemento adicional: o segmento corporativo do Grupo Multi já vem crescendo.
No segundo trimestre de 2026, essa divisão avançou 29,4% em receita na comparação anual, enquanto a receita consolidada cresceu 3,2%.
Portanto, o mercado já tem uma evidência de que o corporativo está ganhando peso dentro da companhia.
O Redata pode ser mais um catalisador para esse movimento.
Conclusão
A volta do Redata à pauta do Senado coloca novamente os data centers no centro da agenda de infraestrutura tecnológica brasileira.
Para o governo, a discussão envolve competitividade, investimentos, energia, inovação e soberania digital.
Para o setor de tecnologia, pode significar uma nova onda de investimentos.
E para quem acompanha MLAS3, existe uma conexão que merece atenção.
O Grupo Multi, através da Multi PRO, já possui uma parceria industrial com a ZTE e já fabrica servidores da companhia no Brasil.
Ao mesmo tempo, a ZTE está ampliando sua atuação de conectividade para computação, enquanto a demanda por servidores, redes, armazenamento e infraestrutura cresce com a expansão da inteligência artificial.
Isso coloca a Multi PRO em uma posição interessante:
Entre telecomunicações e computação.
Entre conectividade e processamento.
Entre servidores e infraestrutura óptica.
Entre a tecnologia global da ZTE e a produção local brasileira.
O Redata, se aprovado e efetivamente implementado, pode ajudar a reduzir o custo de implantação de data centers e estimular novos investimentos.
Mas o verdadeiro teste para MLAS3 virá depois.
Será preciso observar se essa onda de investimentos realmente se transforma em: novos contratos → maior produção → maior receita → maior EBITDA → maior geração de caixa.
É aí que a história deixa de ser uma narrativa sobre tecnologia e passa a ser uma tese financeira.
Por enquanto, a conclusão mais equilibrada é: Redata é um potencial catalisador positivo para MLAS3, especialmente para a tese envolvendo Multi PRO, ZTE, servidores, infraestrutura óptica, ISPs e data centers.
Mas o tamanho desse impacto ainda precisa ser comprovado pelos resultados da companhia.
E talvez essa seja justamente a parte mais interessante dessa história.
Enquanto o mercado olha para a votação do Redata como uma notícia sobre data centers, o investidor de MLAS3 deveria olhar um pouco mais longe:quem vai fornecer toda a infraestrutura necessária para construir a próxima geração de data centers do Brasil?
E é nessa pergunta que ZTE e Multi PRO entram no radar.
Ri Multilaser: https://ri.multilaser.com.br/pt
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